Copa do Mundo de Basquetebol: as feras que vamos enfrentar – Egito

Amigos do Basquetebol

Nosso último compromisso na fase de classificação da Copa do Mundo de Basquetebol será contra o Egito.

País sem muita tradição no basquetebol mundial, o Egito ocupa, atualmente, a 46a. posição no ranking da FIBA. No torneio continental africano, os egípcios obtiveram a vaga para a Copa do Mundo quando se sagraram vice-campeões perdendo de Angola na final por 57×40.

A trajetória do Egito na Copa Africana foi, no minimo, estranha. Ficou em último lugar no grupo. Mas por força de um regulamento absurdo que classificava todos os quatro integrantes do grupo, a equipe egípcia fez uma campanha de recuperação e venceu a Tunísia (nas 8as.), Cabo Verde (nas 4as.) e Senegal (na semi).

Em Mundiais o Egito tem três participações (1950, 1990 e 1994) e sua melhor colocação foi em 1950, quando obteve o 5o. lugar.

Em Mundiais Brasil e Egito se enfrentaram uma única vez com vitória brasileira.

Apesar de toda essa falta de tradição e até mesmo experiência, o Brasil não pode vacilar diante do Egito se quiser passar para a fase seguinte.

Os principais destaques do Egito são:

Assem Marei – pivô – atleta da Minnesota State University teve na Copa da África média de 14,6 pts e 11 rebotes

Sheriff Abd Alla – armador – joga no basquetebol egípcio e teve média de 9,7 pts

El-Gammall – ala armador também joga no basquetebol egícpio e sua média foi de 9,4 pts e 2 assists.

Assem Marei destaque do Egito

Assem Marei destaque do Egito

Copa do Mundo de Basquetebol: as feras que vamos enfrentar – Sérvia

Amigos do Basquetebol

Depois de jogar contra a Espanha e folgar no dia 1 de setembro, o próximo compromisso do Brasil na Copa do Mundo de Basquetebol será no dia 2 de setembro contra a poderosa Sérvia.

Oriunda de uma das melhoras escolas do basquetebol mundial (ex-Iugoslávia) a Sérvia surge como grande desafio ao nosso selecionado, não só pela tradição, mas pela força do basquetebol apresentado pelos atletas que atuam pelas principais equipes europeias. Em competições oficiais o Brasil obteve somente duas vitórias contra a ex-Iugoslávia (uma no Mundial e uma em Jogos Olímpicos) em 11 jogos disputados.

Atualmente, a Sérvia ocupa a 11a. colocação no ranking da FIBA, um posto abaixo do Brasil. Seus últimos resultados internacionais foram: 4o. lugar no Mundial da Turquia, em 2010; 7o. lugar na Euro em 2013. A Sérvia conseguiu a última vaga para a Copa do Mundo, já que a Europa dispunha de 6 vagas. Mas como a Espanha classificou-se entre os seis primeiros a Sérvia beneficiou-se desta condição. A Sérvia não se classificou para os Jogos Olímpicos de Londres.

Seus principais destaques:

- Teodosic – armador do CSKA Moscou. Por lesão não participou da última edição da Euro. No TOP 16 da Euroliga nesta temporada tem atuado em média 26 minutos e meio, anotado 13.3 pts, 3,6 assists e 13,9 efi

- Krstic – pivô do CSKA. Na última edição da Euro anotou 15,4 pts e 4,8 rebotes. Na Euroliga joga em média 26 minutos e 40 segundos com média de 17,1 pts, 4,9 rebotes e 21,1 eficiência

- Nemanja Bjelica – ala-pivô atua no Fenerbaçe. Sua média atual no Top 16 da Euroliga é de 25 minutos, 10,3 pontos, 5,1 rebotes e 13 de eficiência

- Bogdan Bogdanovic – ala-armador do Partizan Beograd. Sua média é de 34 minutos na Euro, 20,9 pontos, 4 assists e 17,4 efi

- Erceg – pivô do Galatasary – tem média de 30 minutos, 14 pontos, 5,5 rebotes e 16,5 de eficiência

Além desses atletas que atuam no basquetebol Europeu a Sérvia ainda conta com Nemanja Nedovic que atua na NBA pelo Goldem State.

Como podemos notar o Brasil não terá vida fácil neste jogo. E com uma agravante: sempre tivemos muitas dificuldades em jogar contra equipes “iugoslavas”. mas, com certeza, será um duelo digno de ser visto.

Sérvia - a tradição do basquetebol "Iugoslavo" no nosso caminho

Sérvia – a tradição do basquetebol “Iugoslavo” no nosso caminho

Copa do Mundo de Basquetebol: as feras que vamos enfrentar – Espanha

Amigos do Basquetebol

Nosso terceiro jogo na Copa do Mundo de Basquetebol será contra o time da casa e favoritíssimo ao título: Espanha.

Ao longo dos últimos anos, a Espanha tornou-se o principal mercado do basquetebol, atraindo atletas do mundo todo para seu campeonato (ACB) e também exportando atletas para a NBA, como é o caso dos irmãos Gasol, Ricky Rúbio, Calderón e Ibaka, somente para citar alguns deles.

A Espanha vem com todas as credenciais para disputar com os Estados Unidos o Título Mundial. Vice Campeã Olímpica, perdendo do próprio Estados Unidos em um jogo muito equilibrado, terceira colocada na Euro de 2013 e atualmente ocupando o 2o. lugar no Ranking da FIBA, a Espanha será um adversário duríssimo.

Nosso último confronto com os espanhóis aconteceu em Londres, nos Jogos Olímpicos de 2012. Vencemos a partida por 88 a 82 e pairou uma suspeita de que os espanhóis não teriam feito muito esforço para vencer para não cruzar com os Estados Unidos na final.

Mas agora será bem diferente, pois jogando diante de sua torcida a Espanha terá sua força máxima e não medirá esforços para estar na grande final. Com certeza, o técnico da Seleção Espanhola terá muito trabalho para escolher os doze jogadores para a Copa do Mundo.

A quantidade de jogadores de excelente nível para integrar a seleção espanhola torna difícil qualquer escolha para que se faça uma análise. Mas para não fugir da briga faço aqui minhas análises, escolhendo algumas dessas feras correndo o grande risco de cometer injustiças:

Pau Gasol – atualmente no Lakers, não passa por grande fase assim como a equipe de Los Angeles. Mas na Seleção Espanhola, certamente fará muita diferença. Nos Jogos Olímpicos de Londres ele atuou as 8 partidas e marcou 19,3 pts e 7,7 rebotes.

Marc Gasol – atleta do Memphis Grizzlies  faz com seu irmão uma dupla de pivôs de muito respeito. Na Euro de 2013 participou de 11 partidas com média de 13,9 pts e 7,8 rebotes.

Rudy Fernandez – atua no Real Madrid e é, em minha opinião, um dos melhores alas-armadores do mundo. Na Euro 2013 atuou por 11 jogos marcando 12,0 pts. Disputando atualmente o Top 16 da Euroliga tem média de 11,7 pts, 2,7 assists e 15,5 de eficiência.

Sérgio Rodriguez – faz com Rudy Fernandez uma das duplas mais eficientes do basquetebol mundial. Na Euro de 2013 sua média de pontos foi de 9,8 e 3,2 de assistências. No top 16 da Euroliga tem média de 15,3 pts, 4,0 assits e 19,5 de eficiência.

Juan Carlos Navarro – ícone da equipe do Barcelona é um dos mais importantes atletas do basquetebol espanhol de todos os tempos. Não participou da Euro, mas nos Jogos de Londres teve média de 8,4 pontos. Apesar de ter sido vítima de algumas lesões nas últimas temporadas, Navarro tem atuado pelo Barcelona e no Top 16 da Euroliga tem média de 12,2 pontos e 12,6 de assistências.

Ricky Rúbio – surgiu como a grande promessa do basquetebol espanhol. Apesar de ter sofrido graves lesões voltou atuando em altíssimo nível na NBA, onde joga pelo Minesotta Timberwolves com média de 31,5 minutos, 10 pontos e 7,9 assists. Na Euro 2013 marcou 7,2 pontos e 2,4 assists.

Enfim, como se pode perceber, teremos uma parada duríssima contra os espanhóis. Com certeza será o jogo mais complicado para nossa seleção que, além de enfrentar essa coleção de feras, terá pela frente a “fúria” espanhola. Mas para o basquetebol será um prato cheio. Estarei lá para conferir.

Coleção de grandes atletas. Dá para encarar?

Coleção de grandes atletas. Dá para encarar?

Copa do Mundo de Basquetebol: as feras que vamos enfrentar – Irã

Amigos do Basquetebol

O Irã será nosso segundo adversário (31/08) na Copa do Mundo de Basquetebol da Espanha.

Sem muita tradição no cenário mundial, o Irã participou somente de um campeonato Mundial – 2010 na Turquia – obtendo um modesto 19o. lugar. Atualmente, é o 20o. colocado no ranking da FIBA.

Naquele campeonato Brasil e Irã se enfrentaram na fase classificatória e nossa equipe teve uma vitória tranquila – 81 x 65.  A equipe iraniana não passou da primeira fase e obteve somente uma vitória sobre a Tunísia.

No torneio classificatória da Ásia, o Irã foi o Campeão com 9 vitórias, vencendo na fina as Filipinas.

Os destaques desta equipe são o pivô Haddad, o lateral Bahrami e o armador Kamrany.

Haddad é um pivô muito forte que no Torneio Asiático teve uma média de 18,8 pts  e 10 rebotes por jogo, sendo considerado o MVP do Torneio. Atua na NBA desde 2008 e atualmente defende o Phoenix Suns. No entanto, sua participação na NBA é muito discreta, atuando 7 minutos por jogo, e com 2,2 pts e 2,5 rebotes.

O lateral Bahrami atua na China, com passagens em equipes iranianas e francesas. Sua média de pontos no Torneio Asiático foi de 12,8 e 4,2 assists.

Kamrany é armador e atua no basquetebol iraniano. No torneio Asiático marcou 10,3 pts e 6,6 assists.

O Irã, certamente, será uma das equipes mais fracas do grupo. Isto, a princípio pode tornar o confronto fácil. Mas, todo cuidado será pouco para que o Brasil não seja surpreendido por esta equipe. Uma derrota frente ao Irã poderá tirar o Brasil das fases seguintes.

Bahrami e Haddadi comemorando o título Asiático

Bahrami e Haddadi comemorando o título Asiático

Copa do Mundo de Basquetebol: as feras que vamos enfrentar – França

Amigos do Basquetebol

A Copa do Mundo de Basquetebol está chegando. O Brasil ficou em um grupo considerado muito difícil (Espanha, Sérvia, França, Irã e Egito).

Acredito demais na classificação para as oitavas e, sinceramente, frente às possibilidades de cruzamento a colocação do Brasil no Grupo A fará pouca diferença. Afinal teremos que cruzar com Argentina, Grécia, Croácia ou Porto Rico. Dá para escolher adversário numa situação dessas?

Em nosso grupo teremos que enfrentar jogadores muito qualificados. E nos próximos posts tentarei levar a vocês um pouco da história desses atletas. Claro que alguns dos citados poderão não estar na Copa do Mundo por questões contratuais com a NBA, lesões ou mesmo por opção de seus treinadores. Mas vale torcer para que estejam lá pois a qualidade desses atletas só contribuirá para a beleza do espetáculo

E vamos começar com a seleção francesa nosso primeiro adversário (30/08).

Depois de um decepcionante 13o. no Mundial da Turquia, a França, que naquele campeonato não contou com sua principal estrela Tony Parker, teve uma sequência de ótimos resultados: 2o. na Euro de 2011, 6o. nos Jogos Olímpicos de 2012 e Campeã da Euro em 2013.

Uma equipe com muita qualidade e com jogadores que se destacam principalmente na NBA.

Sem dúvida sua principal estrela é o armador Tony Parker, eleito o MVP da Euro-2013. Na Euro 2013 atuou em média 29,6 minutos, anotando  19 pts por jogo, Parker alia uma refinada técnica à inteligência de jogo apurada. Integrando a equipe do San Antonio pela 13a. temporada, Parker é ao lado de Tim Duncan e Manu Ginobili um dos jogadores mais importantes da equipe. Nesta atual temporada, Parker tem média de 17,9 pts e 6,3 assists por jogo.

Outro astro francês que também atua no San Antonio é Boris Diaw. Ala-Pivô, sua média de pontos nos Jogos Olímpicos de Londres foi de 7,7. Nos rebotes, 6,0. No mundial de 2010 sua média foi de 8,5 pts e 5,7 rebotes. Na Euro sua média de pontos foi de 10,4 em 28,3 minutos.

O lateral Gelabale é outro destaque desta fortíssima equipe. Na Euro 2013 atuou em média 24,7 minutos, anotando 7,6 pontos por partida.

Completam esse grande time o lateral Nicolas Batum (11,6 pts e 5,1 rebotes na Euro 2013), o pivô Ajinça (9,1 pts e 7,7 reb) e Nando Decolo, que apesar de não ter feito uma grande campanha na Euro, é um jogador de muita qualidade.

Enfim, este será nosso primeiro grande desafio na Copa do Mundo de 2014. De qualquer forma teremos a oportunidade de presenciar grandes jogadores e quem sabe um grande jogo.

França campeã da Euro 2013

França – Campeã da Euro 2013.

O Brasil e seus adversários na Copa do Mundo: 1a. fase

Amigos do Basquetebol

Foi realizado o sorteio dos grupos para a primeira fase da Copa do Mundo de Basquetebol que será realizado na Espanha de 30 de agosto a 14 de setembro.

O Brasil vai fazer parte do Grupo A, que jogará em Granada e que contará com as seguintes equipes: Espanha, França, Sérvia, Egito e Irã.

É um grupo muito difícil pois conta com a Espanha (atual vice-campeã mundial e vice-campeã europeia), França (campeã europeia) e Sérvia (4a. colocada no último mundial e um país com uma grande tradição no basquetebol mundial).

Algumas curiosidades sobre nossos adversários:

- Em Mundiais, o Brasil enfrentou a Espanha 7 vezes, obtendo somente 1 vitória. Contra a França foram 3V e 1D; uma derrota contra a Sérvia e uma vitória contra Egito e Irã;

- O Brasil participou de todas as edições do Mundial (16) obtendo o bi-campeonato em 1959 e 1963. Em 2010 terminamos em 9o. Já a Espanha participou de 10 campeonatos, com um título em 2006 e 6o. em 2010. A França participou de 6 campeonatos e seu melhor resultado foi o 4o. lugar em 1954. Em 2010 obteve um modesto 13o. a Sérvia participou de 2 campeonatos sendo seu melhor resultado o 4o. lugarem 2010. O Egito tem 3 participações e um 5o. lugar em 1950. Já o Irã em sua única participação obteve o 19o. lugar em 2010.

- No ranking da FIBA, a Espanha ocupa a 2a. colocação; a França é 8a.; Brasil é 10o.; Sérvia é 11o.; Irã é 20o e Egito o 46o.

O Brasil deverá obter sua classificação, já que os 4 primeiros do grupo passarão às oitavas de final e enfrentarão os 4 melhores classificados do grupo B que tem Filipinas, Senegal, Porto Rico, Argentina, Grécia e Croácia.

Esperemos que a CBB consiga resolver os costumeiros problemas que impedem a vinda dos atletas da NBA e faça um planejamento adequado para que aproveitemos essa grande oportunidade que nos foi dada através do convite.

O Brasil estará na Copa do Mundo de Basquetebol

Amigos do Basquetebol

O Brasil estará na Copa do Mundo de 2014. Fomos agraciados com um dos convites destinados pela FIBA.

Se merecemos ou não, na quadra, agora é uma questão fora de ordem. Como eu havia palpitado o Brasil seria um dos convidados em função de alguns critérios que entendia ser mais do que suficientes para receber o convite.

Grécia e Turquia também receberam o convite. Eu apostava na Grécia e colocava a Turquia como ‘stand by”, acreditando que Rússia e China seriam os demais agraciados. E para minha surpresa (e de muitos) esses dois países foram preteridos em favor da Finlândia, país sem muita tradição mas que no último Eurobasket surpreendeu muitos, vencendo inclusive a Grécia, Turquia e Rússia.

Agora o quadro está completo, com o nosso Brasil mantendo a tradição de ser, juntamente com Estados Unidos, o único país a participar de todas as edições do Mundial.

Como eu disse anteriormente, se merecemos ou não, estã fora da discussão. As questões técnicas que nos impediram de conseguir a classificação em quadra devem ser levadas em consideração para que se trace um planejamento adequado para que possamos fazer uma campanha digna de nossas tradições.

Espero que a CBB consiga lidar com as questões que tanto têm atrapalhado nosso basquetebol nos últimos anos e resolva a situação de nossos astros internacionais para que participemos com nossa força máxima. E se assim for, tenho a certeza que o Brasil lutará no topo, brigando de igual para igual com muitas equipes que estarão na competição.

Dia 4, segunda feira, teremos os sorteios dos grupos. Vamos começar a torcer.

Só para relembrar os classificados:

Angola,ArgentinaAustraliaBrazilCroatiaDominican RepublicEgyptFinlandFranceGreece,IranKoreaLithuaniaMexicoNew ZealandPhilippinesPuerto RicoSenegalSerbia,SloveniaSpainTurkeyUkraine and USA. (www.fiba.com)

Bola do Mundial Spain-ball-30-01-2014

 

O Brasil na era dos três pontos

Amigos do Basquetebol

Seguindo na linha da análise do impacto dos três pontos apresento os dados da Seleção Brasileira nos campeonatos Mundiais, a partir de 1986 quando a regra dos três pontos foi introduzida.

Os dados são interessantes pois, de alguma forma mostram uma realidade diferente daquela que é apregoada por muitos em relação ao comportamento das equipes brasileiras, que segundo observadores exagera nos arremessos de 3 pontos.

Os dados, no entanto mostram que as médias dos arremessos de três pontos praticada pelas equipes brasileiras nos Mundiais não diferem significativamente das médias gerais por equipe nesses campeonatos. E, em alguns casos, são até menores, mostrando que o uso dos arremessos de 3 são uma tendência e que aumentou de 1986 a 2002 e a partir daí manteve-se em um patamar até 2010 quando sofreu uma queda significativa.

Em relação à média de tentativas por jogo (que mostra o volume de arremessos de 3 praticados), o Brasil esteve acima dos números gerais somente nos campeonatos de 1986 e 1990 (18,2 x 14,6 e 20,6 x 17,9, respectivamente). A partir de 1994, a seleção brasileira sempre teve médias inferiores às médias gerais dos campeonatos (13,6 x 18,4 em 1994; 15,1 x 17,4 em 1998); 20,1 x 22,4 em 2002; 20,8 x 22,0 em 2006 e 21,5 x 23,1 em 2010). No cômputo geral de todos os campeonatos a média de arremessos de 3 por partida do Brasil foi de 18,4 contra 19,3.

Em relação à média de acertos por partida o quadro é muito semelhante. Em 1986 e 1990 o Brasil obteve médias de acertos por partida de 7,4 nos dois campeonatos contra 5,3 e 6,6 (respectivamente). A partir de 1994 as médias brasileiras se mantiveram muito próximas das médias gerais e na maioria das vezes abaixo delas, com exceção do campeonato de 2010 (5,3 x 6,5 em 1994; 5,8 x 6,1 em 1998; 7,9 x 8,0 em 2002; 6,0 x 7,6 em 2006 e 8,5 x 8,3 em 2010). Computando-se as médias de todos os campeonatos o Brasil obteve a média de 6,9 arremessos de 3 pontos certos por partida, exatamente o mesmo valor da média geral dos campeonatos.

O gráfico abaixo ilustra esses dados. (clique no gráfico para ampliar)

Apresentação1

A legenda do gráfico é a seguinte:

Cc – Média de arremessos de 3 convertidos por partida/por equipe no campeonato

Bc - Média de arremessos de 3 convertidos por partida pelo Brasil

Ct - Média de arremessos de 3 tentado por partida/por equipe no campeonato

Bt - Média de arremessos de 3 tentados por partida pelo Brasil

Esses dados são complementados pelos valores percentuais de aproveitamento. Os dados mostram que somente em dois campeonatos (1990 e 2006) o aproveitamento brasileiro esteve abaixo do aproveitamento geral (35,9 x 36,9 e 28,8 x 34,5, respectivamente). Nos demais campeonatos o aproveitamento do Brasil nas bolas de 3 sempre foi maior do que a média geral. No cômputo geral o aproveitamento brasileiro foi de 37,5 % x 35,8%.

O gráfico abaixo ilustra esses dados. (clique no gráfico para ampliar)

Apresentação2

A partir desta análise podemos sugerir que, apesar de sermos insistentemente bombardeados com as ideias de que o Brasil jogo muito em função dos 3 pontos, esta é uma tendência que vem se consolidando ano após ano em todas as equipes, demonstrando que há uma mudança significativa nos conceitos do jogo, dando-se preferência à esse tipo de jogada do que as jogadas que exploram mais frequentemente a zona pintada.

Leituras sugeridas e relacionadas ao tema:

http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2014/01/17/a-evolucao-dos-pontos-nos-mundiais-masculinos-o-fator-3-pontos-ii/

http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2013/11/22/a-evolucao-dos-pontos-nos-mundiais-masculinos-o-fator-3-pontos-i/

http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2012/06/07/estatisticas-do-nbb4-a-relacao-de-aproveitamento-de-arremessos-na-pontuacao-das-equipes/

http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2012/02/11/o-impacto-dos-tres-pontos/

http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2011/11/26/a-regra-dos-tres-pontos/

O convite: está chegando a hora!

Amigos do Basquetebol

Aproxima-se o momento muito esperado por todos que amam o basquetebol.

Dia 1 de fevereiro a FIBA anunciará os quatro países que receberão o convite para participar da Copa do Mundo de Basquetebol que será realizada na Espanha.

Quinze países concorrem às quatro vagas remanescentes: Bósnia e Herzegovina, Brasil, Canadá, China, Finlândia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Nigéria, Polônia, Qtar, Rússia, Turquia e Venezuela.

Qualquer análise sobre os possíveis agraciados vaga pela linha da especulação, pois a FIBA em nenhum momento deixou claro quais os critérios a serem utilizados.

Portanto, vou especular utilizando algumas informações, colocando minha opinião a respeito e sendo até “um pouco” tendencioso colocando o Brasil entre eles, mesmo que muitos discordem desta forma de participar do campeonato.

Estabeleci alguns critérios pessoais e é sobre eles que vou tentar expor o que penso.

1 – Regionalização: entendo que as quatro vagas deveriam ser destinadas à Europa (2), Américas (1) e Ásia (1). Pela Europa a minha escolha recairia sobre a Rússia e Grécia. A primeira pela grande tradição e pelos títulos obtidos ao longo do tempo. Em 13 participações (incluindo as participações como União Soviética) os russos obtiveram 3 títulos, 5 vices e um terceiro lugar.  A Grécia pelas últimas participações nos torneios europeus (tanto de seleções, quanto de clubes e por ser um país absolutamente fanático pelo basquetebol. Como “reservas” europeus eu citaria a Itália e a Turquia, respectivamente. Bósnia e Herzegovina, Finlândia, Alemanha, Israel e Polônia, em minha opinião não terão a mínima chance.

Pelas Américas eu ficaria com o Brasil. Bi-campeão Mundial, 2 vices e 2 terceiros, é o país que, juntamente com os Estados Unidos, participou de todas as 16 edições. Conte-se ainda o fato de sermos os sediadores dos Jogos Olímpicos de 2016. O Canadá viria a seguir, pois apesar das últimas participações terem sido pífias, é o país entre os americanos que pleiteiam o convite com o maior número de participações – 13. Descarto aqui a Venezuela, país sem tradição em mundiais (somente 3 participações).

A China seria o representante asiático. Além de ser o país com maior número de presenças (8), detém um mercado extremamente interessante para a difusão do basquetebol. O Qtar não tem chances.

Quanto à Nigéria, não acredito que a FIBA vá destinar mais uma vaga para outro país africano.

2 – Participações e títulos: se for adotado este critério o Brasil passa a ter grandes chances, pois participou de todos os campeonatos até agora, vencendo dois. A seguir viria a Rússia, com 13 participações e 3 títulos. Os demais concorrentes poderiam ser Grécia, Itália e Turquia, pois têm tido uma participação razoável nos Mundiais além de serem países muito representativos no continente Europeu. Canadá e China poderiam aparecer como surpresas levando-se em conta este critério. Os demais não teriam chance.

3 – Ranking da Fiba: talvez este fosse o critério mais justo. Desta forma estariam na Copa do Mundo: Grécia (5o.), Rússia (6o.), Turquia (7o.) e Brasil (10.). Como não acredito que seriam dadas 3 vagas par a Europa, a China (12o.) entraria como forte candidato à vaga.

4 – Classificação nos torneios continentais: este seria o último critério. Por ele, seriam escolhidos os melhores não classificados de cada torneio continental (exceto Oceania que já tem os dois países classificados). Assim sendo teríamos pela Europa a Itália (8a. colocada); pelas Américas, a Venezuela (5o.); pela Ásia, a China (5a.) e pela África, a Nigéria (7a.)

Como eu disse anteriormente, esse exercício é mera especulação, pois não é possível saber o que se passa nos bastidores e quanto dinheiro deve estar envolvido nesse processo. Mas, para não deixar minha colocação incompleta arrisco o seguinte palpite: Rússia, Grécia, China e Brasil.

Espero não estar enganado, principalmente no que diz respeito ao Brasil. Seja lá quem for o convidado o torneio será eletrizante. E mesmo com o Brasil fora, eu estarei lá para conferir esse momento espetacular do basquetebol mundial.

A evolução dos pontos nos Mundiais Masculinos: o fator “3 pontos” – I

Amigos do Basquetebol

Ao longo das edições do Campeonato Mundial pudemos observar uma evolução da média dos pontos convertidos por partida. Na verdade esta evolução deveu-se a uma série de fatores como a mudança das regras (tempo de jogo, divisão do jogo em quartos, modificações nas regras dos lances-livres, alteração do tempo de posse de bola e, principalmente, a inclusão da regra dos 3 pontos a partir do Mundial de 1986), alteração dos comportamentos físicos, técnicos e táticos dos atletas e das equipes

Mas aí podemos perguntar: houve realmente uma evolução da média de pontos em função dessas mudanças de regras e comportamentos físicos, técnicos e táticos das equipes?

Entre tantos fatores um me chama a atenção: qual o impacto dos 3 pontos nesta evolução?

A regra dos três pontos foi colocada em prática pela primeira vez no Campeonato Mundial de 1986, realizado na Espanha.

Do primeiro campeonato (1950) até 1982 houve realmente um crescente aumento da média de pontos por partida (total), assim como dos pontos obtidos pelas equipes vencedoras (Vitória) e também das equipes derrotadas (Derrota), como demonstrado na tabela e gráficos abaixo.

Curiosamente, no entanto, a partir de 1986 quando foi introduzida e regra dos três pontos nos Mundiais tivemos um quadro que não aponta para um aumento significativo da média de pontos por partida, chegando-se mesmo a valores inferiores ao de campeonatos realizados na década de 70 (ex: em 1998 a média foi inferior à média observada no campeonato de 1963, bem como as médias de 2006 e 2010 foram inferiores aos três últimos campeonatos da era pré 3 pts e muito inferiores aos três primeiros campeonatos da era pós 3 pontos.

Vitória Derrota Total
50 47,9 37,5 85,4
54 65,2 52,5 117,7
59 73,8 61,3 135,1
63 79,9 67,8 147,7
67 77,1 61,3 138,4
70 85,6 68,6 154,2
74 96 79,4 175,4
78 99,4 81,6 181
82 99,8 83,1 182,9
86 94,3 76,4 170,7
90 100 84,9 184,9
94 89,8 70,9 160,7
98 77,2 65,8 143
2 91,9 75,4 167,3
6 86,4 70,8 157,2
10 84,8 69,5 154,3
geral 86,2 70,7 156,9
antes 82,8 67,8 150,6
depois 89,2 73,3 162,5

3 pontos

*Clique sobre o gráfico para ampliar. Para voltar ao texto clique na seta de “volta”.

Comparando as médias dos pontos “antes dos três pontos” e “depois dos três pontos” encontramos uma diferença que pode ser considerada pequena e não significativa, principalmente porque nos campeonatos de 1950 e 1954 obtivemos as médias mais baixas de todos os campeonatos realizado o que pode ser explicado também pela dinâmica do jogo então praticado.

Então fica a dúvida: até que ponto a regra dos três pontos teve influência significativa nas médias de pontos por partida?

Tentarei esclarecer esta dúvida futuramente em novos posts, a partir da análise dos resultados dos jogos desses campeonatos.

Posts relacionados ao tema:

http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2011/11/26/a-regra-dos-tres-pontos/

http://vivaobasquetebol.wordpress.com/2012/02/11/o-impacto-dos-tres-pontos/

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