Arquivo da categoria: Mundial Masculino

Datas históricas do basquetebol brasileiro – atualização

Amigos do Basquetebol

No post publicado em 26/03/2012 sobre as datas históricas do basquetebol brasileiro, a última frase era a seguinte “Esperamos que, futuramente, muitas outras datas históricas possam preencher o espaço dos blogs e que o nosso basquetebol volte a ser potência mundial.”

Então para justificar a frase trago, em ordem cronológia anual, uma atualização dessas datas, incluindo fatos mais recentes como a reestreia do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2012 e o título de Campeão Mundial conquistado pelo Flamengo.

7  de agosto de 1936: O Brasil fez seu primeiro jogo em Jogos Olímpicos. Perdemos para o Canadá (17×24). Este foi, na verdade, o segundo jogo. No primeiro, o Brasil venceu a Hungria por WO. O Brasil terminou a competição em 9º lugar. O técnico era Arno Frank. Os primeiros atletas olímpicos: Aloísio Accioly (Baiano), Américo Montanarini, Armando Albano, Ary Furtado (Pavão), Carmino de Pilla, José Zelaya, Luis Nunes (Cacau), Miguel Martinez, Nelson Monteiro de Souza.

30 de abril de 1939 – Apesar de ser derrotado pela Argentina (31 x 30), o Brasil conquista seu primeiro título Sul-Americano Masculino. Sob o comando dos técnicos Arno Frank e Octacíllio Braga o Brasil atuou com os seguintes atletas: Ádamo Bertulli, Adilio Soares, Agenor Montenegro, Álvaro Macedo, Américo Montanarini, Armando Albano, Celso Meyer, Cesar Porto, José Simões, Júlio Cerello, Mário Humberto, Martinho Frota, Rui Henrique, Raul de Castro e Ruy de Freitas.

13 de agosto de 1948: Ao vencer o México (52×47) o basquetebol masculino do Brasil conquistaria a Medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de Londres (a primeira medalha olímpica de uma modalidade coletiva para o Brasil). O técnico desta equipe era o saudoso Prof. Moacyr Daiuto e dela faziam parte os seguintes atletas: Évora, Marson, Alfredo da Motta, Marcus Vinícius, Nilton Pacheco, Gemignani, Algodão, Braz, Massinet e Ruy de Freitas.

25 de outubro de 1950: primeira partida do basquetebol masculino em Campeonatos Mundiais. O Brasil venceu o Peru (40×33). O campeonato foi realizado na Argentina e o Brasil terminou em 4º lugar. Angelim era um dos destaques da equipe dirigida por Moacyr Daiuto que ainda tinha Gemignani, Alfredo da Motta, Thales Monteiro, Celso Meyer, Montanha, Godinho, Miltinho, Plutão, Ruy de Freitas, Sebastião Amorim e Algodão.

8 de março de 1953: era a vez das meninas estrearem em Mundiais. Vitória contra Cuba (50×31). O Brasil terminou o Campeonato realizado no Chile em 4º lugar. A equipe foi dirigida por Mário Amâncio Duarte e tinha como atletas: Aglae, Anésia, Ivone, Maria Aparecida Ferrari, Martha Helga, Nívea Figueiredo, Noêmia Assumpção, Wanda Lima, Coca, Nair Kanawati, Marly Gama e Cida Cardoso.

1954 – O Brasil conquista seu primeiro título Sul-Americano Feminino. Sob o comando de Mário Amâncio Duarte atuaram as seguintes atletas: Aglaé, Anésia, Elizabeth Hunterlocher, Izaura, Laura Rodrigues, Cida Cardoso, Martha Helga, Nair Kanawati, Neide Leocádia, Nívea Figueiredo, Noêmia Assumpção, Ruth Pereira, Zilda Ulbrich (Coca) e Wanda Bezerra

5 de novembro de 1954 – O Brasil sagra-se Vice-Campeão Mundial no Campeonato realizado no Rio de Janeiro após derrota para os Estados Unidos por 62 x 41. Nossa equipe era composta pelos seguintes atletas: Algodão, Hélio Pereira, Wlamir Marques, Angelim, Almir de Almeida, Wilson Bombarda, Jamil Jedeão, Alfredo da Motta, Thales Monteiro, Mayr Facci, José de Carli, Amaury Pasos, Mário Fonseca e Fausto Resga. O técnico foi Togo Renan Soares – Kanela

31 de janeiro de 1959: devido a problemas políticos com a União Soviética (punida por não ter se recusado a enfrentar Formosa) e após a vitória contra o Chile (73×49), o Brasil é declarado Campeão Mundial. A equipe foi dirigida por Kanela e era composta por Algodão, Wlamir, Amaury, Rosa Branca, Senra, Fernando Freitas, Jatir, Edson Bisto, Otto, Pecente, Waldir Boccardo e Waldemar.

10 de setembro de 1960: O Brasil conquista o Bronze nos Jogos Olímpicos de Roma após perder para os EUA (63-90). A fase final foi disputada em um quadrangular, no qual perdemos também para a União Soviética e vencemos a Itália. Kanela era o técnico e começava a se consolidar uma das maiores gerações de atletas do basquetebol brasileiro – Algodão, Wlamir, Amaury, Blás, Mosquito, Fernando de Freitas, Rosa Branca, Jatir, Edson Bispo, Sucar, Valdir Boccardo e Waldemar.

25 de maio de 1963: o Brasil conquista o Bi Mundial após vencer os Estados Unidos (85×81). Wlamir e Amaury assombram o mundo, juntamente com Bira, Mosquito, Paulista, Rosa Branca, Jatir, Menon, Sucar, Vitor, Waldemar e Fritz. Técnico: Kanela.

23 de outubro de 1964: mantendo a excelente fase da chamada “Geração de Ouro do Basquetebol” o Brasil vence Porto Rico (79×60) e conquista o Bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Brito Cunha foi o técnico. A equipe era composta por: Amauri, Wlamir, Bira, Mosquito, Fritz, Rosa Branca, Jatir, Edson Bispo, Sucar, Vitor, Sérgio Macarrão e Edvar Simões.

6 de junho de 1967 – O Brasil é Bronze no Campeonato Mundial Masculino realizado no Uruguay após vitória sobre a Polônia (90×85). Atuaram pelo Brasil: Amaury Pasos, Sérgio Macarrão, Ubiratan, Hélio Rubens, Cesar, José Luiz Olaio, Jatyr, Menon, Sucar, Edvar, Emil Rached e Mosquito. O técnico foi Kanela.

2 de agosto de 1967 – O Brasil conquista seu primeiro título Pan-Americano Feminino em Winnipeg (Canadá) ao vencer o México por 61×58. Nossas atletas: Angelina, Delcy, Elzinha, Jacy, Laís, Lúcia Maria, Marlene, Nadir Bazzani, Neusa Maria, Nilza, Norminha e Rosália. Técnico: Renato Brito Cunha.

24 de maio de 1970: O Brasil obtém o Vice Campeonato Mundial realizado na Iugoslávia após vencer os Estados Unidos (69×65). Este jogo marcou a despedida da seleção nacional de dois dos maiores atletas do basquetebol brasileiro: Wlamir e Rosa Branca. O técnico foi Kanela e a equipe era formada por jovens revelações como Marquinhos, Hélio Rubens e Joy, além de Wlamir, Bira, Menon, Rosa Branca, Sérgio Macarrão, Pedrinho, Zezinho, Edvar e Mosquito.

24 de maio de 1971: com o ginásio do Ibirapuera completamente lotado, o Brasil venceria o Japão (77×76) com uma cesta da saudosa Nilza a 1 segundo do final. Este resultado daria ao Brasil a chance de conquistar o 3º lugar do Mundial Feminino realizado em nosso país. O técnico daquela memorável equipe era Waldir Pagan e as atletas: Laís, Heleninha, Odila, Elzinha, Nilza, Maria Helena, Norminha, Jacy, Nadir Bazzani, Marlene, Delcy e Benedita.

1971 – O Brasil conquista seu primeiro título Pan-Americano masculino em Cali (Colômbia)

14 de outubro de 1978: uma cesta fantástica do jovem Marcel (do meio da quadra no último segundo) deu ao Brasil o terceiro lugar no Mundial disputado nas Filipinas. A vitória foi contra a Itália (86×85) e começava a aparecer um camisa 14 que se tornaria o maior pontuador brasileiro em todos os tempos e cestinha absoluto em Jogos Olímpicos. Ary Vidal era o técnico da equipe formada por Marcelo Vido, Fausto, Bira, Carioquinha, Hélio Rubens, Marquinhos, Gilson, Marcel, Adilson, Agra, Oscar e Robertão.

6 de outubro de 1979 – O E.C.Sírio derrota o Bosna Sarajevo (100×98) no Ibirapuera com 15.000 torcedores e sagra-se Campeão Mundial Inter Clubes. A equipe dirigida por Cláudio Mortari era composta por: Dodi, Paulinho esteves, Saiani, Larry, Marquinhos, Marcel, Oscar, Lizão, Agra, Mike, Renatão, Marcelo Vido e Russo.

23 de agosto de 1987: O Brasil provoca a discussão sobre a inclusão dos profissionais americanos nos Jogos Olímpicos ao vencer o Campeonato Pan Americano realizado em Indianapolis (EUA) ao vencer o time da casa por 120×115 com atuações magistrais de Marcel e Oscar. A equipe era dirigida por Ary Vidal, José Medalha (assistente) e Valdir Barbanti como preparador físico. Na equipe americana atuavam futuros astros da NBA como Danny Manning e David Robinson. Para o Brasil atuaram: André, Gerson, Israel, Pipoka, Guerrinha, Marcel, Maury, Oscar, Paulo Vilas Boas, Cadum, Rolando e Sílvio.

11 de agosto de 1991: agora era a vez das meninas provocarem “crise” em Cuba. Nem a presença de Fidel Castro impediu a nossa seleção de obter o título do Pan Americano, realizado em Havana, depois de superar Cuba (97×76). As medalhas foram entregues por Fidel que se rendeu ao basquetebol praticado por nossas garotas comandadas por Maria Helena Cardoso, Heleninha. O Preparador Físico era Hermes Balbino. Nossas meninas: Adriana Santos, Ana Mota, Hortência, Janeth, Joycenara, Paula, Marta, Nádia, Roseli, Vânia Hernandez, Ruth e Simone Pontello.

30 de julho de 1992: as meninas estreiam em Jogos Olímpicos. Vitória sobre a Itália (85×70). O Brasil terminaria em 7º nos Jogos de Barcelona. A equipe era comandada por Maria Helena Cardoso e como assistente, Heleninha e era composta por: Hortência, Helen, Nádia, Vânia Teixeira, Paula, Janeth, Adriana Santos e Marta, Ruth, Joycenara, Simone Pontello e Zezé.

31 de julho de 1992: o Brasil enfrente o Dream Team, nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Como era de se esperar, vitória dos americanos (127×83). O técnico brasileiro foi José Medalha.

12 de junho de 1994: o basquetebol feminino dá um presentão de “Dia dos Namorados” ao Brasil. Conquista o título Mundial, no Campeonato realizado na Austrália após vitória sobre a China (96×87). A equipe brasileira sob a supervisão do Prof. Waldir Pagan e tendo Miguel Ângelo da Luz (técnico), Sérgio Maroneze (assistente) e Hermes Balbino (preparador físico) contou com as seguintes atletas: Hortência, Helen, Adriana Santos, Leila, Paula, Janeth, Roseli, Simone Pontello, Ruth, Alessandra, Cyntia Tuiú e Dalila.

2 de agosto de 1996: o Brasil disputa o 5º lugar nos Jogos de Atlanta contra a Grécia e é derrotado por 91×72. Mas o fato mais importante naquele jogo não foi exatamente o resultado. Mas, sim, a despedida de Oscar da seleção brasileira. Oscar é o maior pontuador em Jogos Olímpicos (1093 pts em 38 jogos; média de 28,8 pts/jogo) e maior pontuador do Brasil em Mundiais (914 pts em 34 jogos; média de 26,9 pts/jogo). Ary Vidal era o técnico, Carlão seu assistente e a equipe brasileira nos Jogos de Atlanta foi a seguinte: Oscar, Rato, Rogério, Fernando Minucci, Pipoka, Janjão, Rato, Caio Cazziolato, Brasília, Caio Silveira, Demétrius e Tonico.

4 de agosto de 1996: novamente as meninas nos dão grandes alegrias. Medalha de Prata em Atlanta. Final contra as americanas e derrota por 111×87. Com a mesma comissão técnica que conquistou o Mundial, em 1994, o Brasil teve as seguintes atletas: Hortência, Branca, Adriana Santos, Leila, Paula, Janeth, Roseli, Marta, Sílvia Luz, Alessandra, Cyntia Tuiú e Cláudia Pastor.

30 de setembro de 2000: a vitória do Brasil sobre a Coreia deu à seleção feminina a medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney.  A equipe comandada por Antonio Carlos Barbosa e seu assistente Paulo Bassul, tinha como preparador físico João Nunes e as seguintes atletas: Claudinha, Helen, Adriana Santos, Adrianinha, Lilian, Janeth, Zaine, Marta, Silvia Luz, Alessandra, Cyntia Tuiú e Kelly.

10 de setembro de 2011: depois de longa ausência, finalmente, o basquetebol masculino obtém vaga para voltar a disputar os Jogos Olímpicos. No Pré Olímpico das Américas, disputado em Mar Del Plata, o Brasil venceu a República Dominicana por 83×76. O Técnico Ruben Magnano, seus assistentes José Neto, Demétrius Ferraciú e Fernando Duró e o preparador físico Diego Jeleilate contaram com os seguintes atletas: Marcelinho Machado, Nezinho, Rafael Luz, Augusto Lima, Benite, Marcelinho Huertas, Alex, Rafael Hettsheimer, Guilherme Giovannonni, Caio Torres, Marquinhos e Tiago Splitter. Lembrando que três dias antes, nossa seleção conseguiu vencer a equipe Argentina por 73×71.

29 de julho de 2012 – O Brasil reestreia com vitória nos Jogos Olímpicos realizados em Londres, enfrentando a equipe da Austrália (75×71). A equipe brasileira dirigida por Ruben Magnano foi a seguinte: Marcelinho Machado, Raulzinho, Caio Torres, Larry Taylor, Alex Garcia, Marcelinho Huertas, Leandrinho, Marquinhos, Guilherme Giovannonni, Nenê, Anderson Varejão e Tiago Splitter.

28-09-2014 – O Flamengo conquista o título de Campeão Inter Continental  em duas partidas realizadas no Rio de Janeiro: Maccabi 66 x 69 Flamengo e Flamenbo 90 x 77 Maccabi. Pelo Flamengo atuaram sob a direção de José Neto:  Herrmann, Marcelinho, Danielzinho, Laprovittola, Benite, Chupeta, Marquinhos, Olivinha, Gegê, Felício, Derrick Caracter e Meyinsse

Segue um resumo das datas mês a mês:

Janeiro:

31 – Seleção Maculina Campeã Mundial Masculino no Chile (1959)

Março: 

08 – Estreia da Seleção Feminina em Campeonatos Mundiais no Chile (1953)

Abril:

30 – Seleção Masculina obtém seu primeiro título Sul Americano (1939)

Maio:

24 – Seleção Masculina Vice Campeã Mundial na Iugoslávia (1970)

24 – Seleção Feminina Bronze no Mundial no Brasil (1971)

25 – Seleção Masculina Bi-Campeã Mundial no Brasil (1963)

Junho

6 – Seleção Masculina é Bronze no Mundial do Uruguay (1967)

12 – Seleção Feminina Campeã Mundial (1994)

Julho

29 – Seleção Masculina reestreia nos Jogos Olímpicos em Londres (2012)

30 – Estreia da seleção Feminina nos Jogos Olímpicos  (1992)

31 – Seleção Masculina enfrenta o Dream Team nos Jogos Olímpicos (1992)

Agosto

2 – Úlitma partida de Oscar nos Jogos Olímpicos (1996)

2 – Seleção Feminina conquista seu primeiro título Pan Americano em Winnipeg (1967)

4 – Seleção Feminina conquista a Prata nos Jogos Olímpicos (1996)

7 – Seleção Masculina faz o primeiro jogo em Jogos Olímpicos (1936)

11 – Seleção Feminina campeão Pan Americana em Cuba (1991)

13 – Seleção Masculina é Bronze nos Jogos Olímpicos de Londres (1948)

23 – Seleção Masculina é Campeã Pan Americana em Indianópolis (1987)

Setembro:

10 – Seleção Masculina é bronze em Roma (1960)

10 – Seleção Masculina volta aos Jogos Olímpicos depois de obter a vaga no Pré Olímpico das Américas (2011)

28 – Flamengo é Campeão do Mundo ao bater o Maccabi (2014)

30 – Seleção Feminina é bronze nos Jogos Olímpicos em Sydney (2000)

Outubro:

6 – Sírio é Campeão do Mundo ao bater o Bósnia Sarajevo (1979)

14 – Seleção masculina é Bronze no Mundial das Filipinas (1978)

23 – Seleção Masculina é Bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964)

25 – Seleção Masculina estreia no Mundial Masculino (1950)

Novembro:

5 – Seleção masculina é Vice Mundial no Rio de Janeiro (1954)

Continuamos buscando datas significativas para nosso basquetebol. Quem lembrar de tais datas por favor envie para atualização do post.

1948 - Brasil é Bronze em LOndres

 1948 – Brasil é Bronze em Londres

 

 

1959: Brasil Campeão Mundial

Amigos do Basquetebol

Ontem (31 de janeiro) comemoramos uma importante data para nosso basquetebol. O Brasil sagrava-se pela primeira vez Campeão Mundial de Basquetebol Masculino.

Foi um campeonato marcado por questões políticas que fizeram com que a União Soviética e a Bulgária sofressem punições por se recusarem a enfrentar Formosa. Esta decisão acabou favorecendo o Brasil que havia perdido da União Soviética tanto na fase de classificação quanto na fase final. Vencendo os demais adversários po Brasil acabou sendo proclamado campão superando os Estados Unidos, Chile, Porto Rico, Formosa e Bulgária.

Este foi um Mundial atípico, pois deveria ter sido disputado em 1958, mas devido a problemas no Chile ele acabou sendo adiado para o início de 1959. O Brasil vinha da disputa em dois mundiais anteriores nos quais obteve um quarto lugar na Argentina em 1950 e de um Vice-Campeonato no Rio de Janeiro em 1954.

O técnico Kanela e seu assistente João Francisco Braz contaram nesta competição com os seguintes atletas: Algodão, Amaury, Wlamir, Waldyr Boccardo, Senra, Fernando Brobó, Rosa Branca, Jatyr, Edson Bispo, Otto, Pecente e Waldemar.

Na primeira fase o Brasil venceu o Canadá (69×52) e o México (78×50) e foi derrotado pela União Soviética (73×64). Na fase final vencemos Formosa (94×76), Bulgária (62×53), Chile (76×71), Porto Rico (81×67) e Estados Unidos (81×67). Nossa única derrota aconteceu para os soviéticos (66×62) mas que acabou sendo desconsiderada em função da punição sofrida.

O cestinha do Campeonato foi Wlamir Marques que anotou 149 pontos. De acordo com o site do Hall of FAme da FIBA (http://www.halloffame.fiba.com/pages/eng/hof/indu/play/2007/p/lid_17904_newsid/19990/bio.html) Amaury foi considerado o melhor jogador do campeonato. Mas jornais do Chile e do Brasil apontavam Wlamir como o melhor do Campeonato. De qualquer forma, sendo Amaury ou Wlamir, isto só pode nos encher de orgulho.

A classificação final mostrou o Brasil como campeão, Estados Unidos (vice), Chile (3o.), Formosa (4o.), Porto Rioco (5o.), União Soviética (6o.) e Bulgária (7o.). Além dessas equipes também participaram: Argentina, Egito, Canadá, México, Filipinas e Uruguay.

Esta equipe deu início à fase de ouro do Basquetebol Brasileiro que conquistaria o Bronze Olímpico em 1960 e 1964 e se tornaria Bi-Campeão Mundial em 1963.

 

A equipe Campeã Mundial de 1959

A equipe Campeã Mundial de 1959

 

Copa do Mundo de Basquetebol masculino: estatísticas finais

Amigos do Basquetebol

Para finalizar os posts abordando a Copa do Mundo de Basquetebol Masculino apresento as estatísticas finais.

Serão apresentados os dados acumulados (em porcentagens e médias) das 24 equipes, das quatro primeiras e das oito melhores classificadas, além dos números do Brasil para que possamos estabelecer um padrão de comparação.

São dados compilados do site oficial da FIBA. Pela ordem serão apresentados os dados do ca peonato todo, 4 primeiros colocados, 8 primeiros colocados e Brasil para cada item. Também será apresentado o resultado da melhor equipe em cada item.

2 pontos: 51,0%; 56,4%; 55,9%,  55,5% ; França e Espanha – 58,8%

3 pontos: 34,6%; 37,0%; 35,4%; 37,3%;  Austrália – 47,9%

L.livres: 71,5%; 72,2%; 71,1%; 61,8%; Filipinas – 79,6%

Rebotes: 35,2; 36,8 36,6; 38,7; EUA – 44,8

Assists: 14,4; 16,4; 16,0; 10,3; EUA – 20,4

B.Perdidas: 14,5; 13,5; 13,2; 15,7; Argentina – 9,2

B.Recuperadas: 6,7; 6,9; 7,2; 7,9; EUA – 12,1

Eficiência: 77,3; 93,8; 90,2; 92,6; EUA – 127,3

Pontos: 75,5; 85,2; 81,9; 79,6; EUA – 104,6

Pontos contra: 76,1; 72,5; 71,6; 68,9; Espanha – 62,1

 

Copa do Mundo de Basquetebol Masculino: os armadores

Amigos do Basquetebol

Como “grande” armador que fui, sempre tive uma atenção especial para os jogadores que atuam nesta posição.

Apesar de grandes ausências na posição (Tony Parker, Spanoullis e Diamantidis), na Copa do Mundo de Basquetebol Masculino, recentemente realizada na Espanha tivemos a oportunidade de ver um desfile de grandes armadores.

Para ilustrar esse desfile compilei as estatísticas dos armadores das 16 equipes melhores classificadas, tomando como base a relação oficial de atletas contida no site oficial do evento (http://www.fiba.com/spain2014) e aqueles que tiveram o maior tempo de jogo quando comparados a outros armadores da mesma equipe.

Os armadores selecionados para está análise foram:

Irving (EUA), Teodosic (Sérvia), Heurtel (França), Juskevivius (Lituânia), Rubio (Espanha), Huertas (Brasil), Dragic (Eslovênia), Arslan (Turquia), Zizis (Grécia), Bogdanovic (Croácia), Prigioni (Argentina), Delavedova (Austrália), Feldeine (Rep. Dominicana), Ayon (México), Penney (N.Zelândia) e Dalmeida (Senegal).

Os dados médios gerais desses 16 armadores mostram que o tempo médio de jogo foi de 25,1 minutos com 52,0% de aproveitamento de 2 pts, 39,3% de 3, 76,4% nos lances livres. Nos rebotes a média foi de 3,0 por jogo, 3,4 assists, 2,0 nas bolas perdidas e 1,1 nas recuperadas. A eficiência média foi de 11,4 e a média de pontos foi de 10,8.

A seguir mostro os 3 melhores armadores por quesito e a posição do nosso Marcelinho Huertas em relação aos demais:

Minutos: Bogdanovic (CRO) – 33,0; Penney (NZL) e Feldeine (RDM) – 28,3; Huetas – 20,4 (5o.)

% 2: Teodosic (SRV) – 18/26 69,2%; Dragic (ESL) – 35/52 67,3%; Ayon (MEX) – 36/59 61,0%. Huertas – 15/28 53,6% (7o.)

% 3: Irving (EUA) – 14/23 60,9%; Zizis (GRE) – 9/17 52,9%; Prigioni (ARG) – 10/20 50,0%; ; Huertas – 3/9 33,3% (12o.)

% l.livres: Prigioni (ARG) – 15/16 93,8%; Teodosic (SRV) e Juskevivius (LIT) – 17/19 89,5%; Heurtel (FRA) – 20/24 83,3%;  Huertas – 9/11 81,8%

Rebotes: Ayon (MEX) – 6,3; Penney (NZL) – 4,5; Rubio (ESP) – 4,4. Huertas – 2,3 (11o.)

Assists: Dalmeida (SEN) – 5,3; Rubio (ESP) – 5,1; Teodosic (SRV) – 4,4. Huertas – 3,9 (8.o.)

B.Perdidas: Zizis (GRE) – 0,8; Huertas – 1,0; Arslan (TUR) – 1,1

B.Recuperadas: Rubio (ESP) – 3,6; Prigioni (ARG) – 1,8; Irving (1,9); Huertas – 0,4 (14o.)

Eficiência: Bogdanovic (CRO) – 16,7; Ayon (MEX) 16,0; Irving (EUA) – 14,7. Huertas – 9,4 (12o.)

Pontos: Bogdanovic (CRO) – 21,2; Dragic (ESL) – 16,0; Ayon (MEX) – 14,7. Huertas – 6,9 (14o.)

 

Kyrie Irving (EUA) MVP da Copa do Mundo de Basquetebol

Kyrie Irving (EUA) MVP da Copa do Mundo de Basquetebol

 

Copa do Mundo de Basquetebol: novidades 2

Amigos do Basquetebol

Neste segundo post sobre as novidades da Copa do Mundo de Basquetebol Masculino, o presidente da FIBA, Horácio Muratoria, em entrevista a mim concedida durante o Congresso Internacional de Mini-basquetebol realizado em Córdoba, fala das mudanças no sistema de classificação para a Copa do Mundo de Basquetebol que será realizada em 2019.

Muratori explicou que o Pré Mundial realizado na Venezuela, em 2013, foi o último, naquele formato, para classificar os países para a Copa do Mundo.

Para 2019 o sistema mudará completamente, a partir do número de países participantes que aumentará de 24 para 36. Além disto Ásia e Oceania formarão uma única zona o que reduzirá para quatro as zonas classificatórias.

Muratori falou como será a classificação para a Zona Americana (que deverá ser igual para África e Ásia+Oceania). Para a Europa, devido ao grande número de países, o sistema ainda está sendo estudado.

As Américas terão sete vagas na Copa do Mundo (ao invés das 4 que tivemos em 2014).

As equipes serão divididas em 4 sub-grupos (A, B, C, D) de 4 equipes cada. Essas quatro equipes jogarão entre si em partidas de ida e volta, nas chamadas “janelas esportivas”. Essas Janelas ocorrerão em novembro de 2017, fevereiro e junho de 2018.

No final desta Janela serão formados dois grupos com os três primeiros de cada zona: GE (GA +GB) e GF (GC + GD). As equipes classificadas do GA jogarão contra as equipes classificadas do GB levando os resultados da fase anterior. Serão também jogos de ida e volta, que serão realizados em setembo e novembro de 2018 e fevereiro de 2019. O mesmo acontecerá entre os classificados do GC e GD.

As três melhores equipes de cada grupo (E e F) e o melhor quarto colocado estarão automaticamente classificadas para a Copa do Mundo de 2019.

Em relação aos Jogos Olímpicos, Muratori afirmou que para 2016 o sistema de classificação será o mesmo, através de pré-olímpicos continentais, mantendo-se o número de 12 equipes. A FIBA está tentando aumentar para 16 equipes em 2020.

Para os Jogos Olímpicos de 2020 também haverá uma mudança importante na classificação das equipes. Somente o país sede terá vaga garantida. Caso se mantenha o número de 12 equipes, 7 vagas serão distribuídas a partir da classificação na Copa do Mundo: 2 para os dois melhores classificados da América, 2 para os dois melhores classificados da Europa e 1 para o melhor classificado da África, Ásia e Oceania.

As 4 vagas restantes serão distribuídas a partir de um torneio que reunirá 24 equipes, divididas em quatro grupos que serão indicadas também a partir da classificação na Copa do Mundo.

Assim sendo, a Copa do Mundo terá um papel muito importante para determinar a classificação para os Jogos Olímpicos.

Agradeço ao Presidente da FIBA, Horácio Muratori pela gentileza e atenção ao conceder essa entrevista, esclarecendo pontos importantes para o futuro do basquetebol mundial.

Copa do Mundo de Basquetebol: novidades – 1

Amigos do Basquetebol

Aproveitendo a estada do Presidente da FIBA, Horácio Muratori, no Congresso Internacional de Mini-basquetebol tive a oportunidade de entrevistá-lo sobre as novidades da Copa do Mundo de Basquetebol que vigorarão a partir de de 2017 visando o campeonato que será realizado em 2019.

A principais mudanças para a Copa do Mundo de basquetebol são: a mudança do ano de realização, o aumento do número de países participantes (de 24 para 32) e o novo sistema de disputa que dá um número maior de vagas para os continentes, especialmente América e Europa, além da unificação do pré-mundial Asiático e Oceania.

E foi pela questão da mudança de ano de realização que começamos nossa agradável conversa.

VB – Quais os motivos para a mudança do ano de realização da Copa do Mundo de Basquetebol?

HM – O principal deles é que queremos que a Copa do Mundo de basquetebol seja o principal evento do basquetebol mundial. Sabemos que muitos países, por seu realacionamento com o Comitê Olímpico Internacional, dão maior importância à participação nos Jogos Olímpicos. Com esta mudança queremos que esses países possam dar mais importância à Copa do Mundo. Para isto também aumentamos o número de participantes de 24 para 32.

Outro motivo é tirar a Copa do Mundo de Basquetebol do mesmo ano da Copa de Futebol. Como o Futebol é o primeiro esporte no mundo, muitas federações de basquetebol eram prejudicadas após a realização do Mundial de Futebol pois não conseguiam patrocinadores, estatais e privados, devido aos investimentos feitos no futebol. A própria FIBa também tem dificuldades de obter patrocinadores e mesmo espaço na mídia pois os patrocinadores e meios jornalísticos preferem pagar “10 pesos” por 1 segundo no futebol do que pagar “1 peso” por todo o tempo de nós colocávamos à sua disposição para a divulgação do Basquetebol. Mas esta é a realidade pois o futebol é impressionante e é muito difícil mudar esta realidade.

VB – e esta mudança de data será somente para o torneio masculino ou também para o feminino?

HM – a princípio somente para o masculino. Os demais torneios, femininos e todos os campeonatos para jovens continuarão com o mesmo calendário. Isto não significa que não possa haver mudanças. Recentemente tivemos um reunião em Istambul, durante o Mundial feminino e nos preocupa a situação do basquetebol feminino no mundo. Há equipes e jogadoras espetaculares mas que não têm a mesma projeção do que no masculino. Temos que encontrar meio de elevar o nível de projeção do feminino, tentando colocá-lo o mais próximo possível do masculino.

No próximo posta abordaremos as mudanças no sistema de disputa para a Copa do Mundo de Basquetebol Masculino.

 

Copa do Mundo de Basquetebol: números, melhores e piores

Amigos do Basquetebol

Com o final da Copa do Mundo de Basquetebol seguem alguns números da competição:

Classificação final: 1- EUA; 2 – Sérvia; 3 – França; 4 – Lituânia; 5 – Espanha; 6 – Brasil; 7 – Eslovênia; 8 – Turquia; 9 – Grécia; 10 – Croácia; 11 – Argentina; 12 – Austrália; 13 – Rep. Dominicana; 14 – México; 15 – N.Zelândia; 16 – Senegal; 17 – Angola; 18 – Ucrânia; 19 – P.Rico; 20 – Iran; 21 – Filipinas; 22 – Finlândia; 23 – Coreia; 24 – Egito.

– Foram realizados 76 jogos.

– Melhores ataques: EUA (104,6 pts); Espanha (83,0); Sérvia (82,6) – Brasil (8o. – 79,6)

– Pior ataque: Egito (62,2)

– Melhores defesas: Espanha (62,1); Brasil (68,9); EUA (71,5)

– Pior defesa: Egito (97,2)

– Melhor aproveitamento de 2 pts: França (58,8%); Espanha (58,8%); Eslovênia (58,7%) – Brasil (7o. – 53,8%)

– Pior aproveitamento de 2 pts: Finlândia (40,9%)

– Melhor aproveitamento de 3 pts: Austrália (47,9%); EUA (40,1 %); P.Rico (39,3%) – Brasil (6o. – 37,3%)

– Pior aproveitamento de 3 pts: Coreia (26,5%)

– Melhor aproveitamento de L.Livres: Finlândia (79,6%); Lituânia (77,0%); Espanha (76,2%) – Brasil (23o. – 61,8%)

– Pior aproveitamento de L.Livres: Egito (61,0%)

– Melhor rebote: EUA (44,8); Angola (40,4); R.Dominicana e N.Zelândia (39,7) – Brasil (6o. – 38,7)

– Pior rebote: Coreia (25,8)

– Melhor assistência: EUA (20,4); Espanha (18,0); Grécia (17,7) – Brasil (10o. – 15,7)

– Pior assistência: Egito (10,2)

– Melhor b.perdidas:  Argentina (9,2); Brasil (10,3); Espanha (11,6)

– Pior b.perdidas: Iran (19,0)

– Melhor b.recuperadas: EUA (12,1); Ira (9,6); Senegal (8,8) – Brasil (6o. – 7,9)

– Pior b. recuperadas: Lituânia (4,0)

– Equipes mais eficientes: EUA (123,3); Espanha (101,1); Grécia (96,7). Brasil (4o. – 92,6)

– Cestinhas: Barea (P.Rico) – 22,0; Blatche (Filipinas) – 21,2; Bogdanovic (Croácia) – 21,2. Brasil – Leandrinho (33o.) – 11,9

– Rebotes: Blatche (Filipinas) – 13,8; Haddaddi (Iran) – 11,4; Dieng (Senegal) – 10,7. Brasil – Varejão (9o.) – 8,0

– Assists: Koponen (Finlândia) – 5,8; Dalmeida (Senegal) – 5,3; Rúbio (Espanha) – 5,1. Brasil – Huertas (15o.) – 3,9